Existem histórias que pertencem inteiramente ao mundo dos homens. Outras parecem vir de um lugar mais antigo, onde destino, ancestralidade, desejo e mistério ainda caminham juntos.

Entre Orun e Ayé — Histórias entre dois mundos nasce justamente desse encontro.

A série de contos da Okan Editora parte do universo simbólico das tradições de matriz africana para construir narrativas contemporâneas sobre escolhas, perdas, transformações, conflitos e caminhos. Não se trata de recontar mitos de forma literal, mas de deixar que sua força simbólica atravesse histórias humanas.

Orun e Ayé representam dois planos que se tocam constantemente: o mundo espiritual e o mundo terreno. É nesse espaço de passagem que os personagens da série vivem seus conflitos.

São homens e mulheres diante de encruzilhadas.

Pessoas confrontadas com aquilo que desejam, aquilo que perderam e aquilo que ainda precisam descobrir sobre si mesmas.

Dezesseis histórias, dezesseis caminhos

O projeto foi pensado como uma série de dezesseis contos, inspirados simbolicamente nos dezesseis odùs.

Cada narrativa possui sua própria atmosfera, personagens e conflitos, mas todas pertencem ao mesmo universo literário.

Há ainda uma presença que atravessa esses caminhos: Exu.

Mensageiro, movimento, comunicação e transformação, ele funciona como um fio invisível entre as histórias. Às vezes aparece de maneira evidente. Em outras, está apenas sugerido em uma escolha, numa coincidência, numa porta que se abre ou numa estrada que muda de direção.

Porque toda história começa, de alguma maneira, numa encruzilhada.

Histórias já publicadas

Os primeiros contos da série já estão disponíveis no Kindle e no Kindle Unlimited.

O Aprendiz da Encruzilhada abre o projeto sob o signo de Exu e apresenta um universo em que escolhas aparentemente pequenas podem alterar completamente um destino.

Em O Ferreiro da Madrugada, a força de Ogum atravessa uma história marcada por trabalho, persistência, conflito e transformação.

Sentada na Beira do Rio se aproxima do universo de Oxum para falar de afetos, desejo, memória e daquilo que permanece correndo por baixo da superfície.

São narrativas independentes. O leitor pode começar por qualquer uma delas.

Mas, à medida que a série cresce, também começam a aparecer ecos entre as histórias.

Símbolos retornam.

Perguntas se repetem.

Caminhos se cruzam.

A próxima flecha

O universo de Entre Orun e Ayé continua em expansão.

Entre os próximos projetos está Guerreiro de uma flecha só, conto inspirado no universo de Oxóssi.

Mais do que construir uma coleção de histórias sobre orixás, porém, a intenção da série é explorar algo que acompanha a humanidade há muito mais tempo que qualquer gênero literário: nossa tentativa de compreender o próprio destino.

Quem somos diante das escolhas que fazemos?

Quanto de nossas vidas é decisão, acaso ou consequência?

O que carregamos de quem veio antes de nós?

E o que acontece quando o mundo visível já não oferece todas as respostas?

Talvez seja justamente aí que começa o território de Entre Orun e Ayé.

Um lugar entre dois mundos.

E muitas histórias ainda por contar.

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